Origens da Advocacia
Juízes e Advogados contra política governamental na abertura do ... - RTP
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Publ.Date : Wed, 01 Feb 2012 07:57:17 GMT
Um mapa de coragem - Correio da Manhã
Um mapa de coragem Correio da Manhã Algumas têm opositores e defensores, com excepção da Ordem dos Advogados, que se opõe a todas. Entre elas, a reforma do mapa judiciário tem um alcance e uma previsão temporal que excedem uma acção governativa, podendo estender as suas consequências ... |
Publ.Date : Sun, 05 Feb 2012 01:34:30 GMT
Processo do BCP arrisca anulação - Correio da Manhã
Processo do BCP arrisca anulação Correio da Manhã Os advogados de defesa apostam na audição de três técnicos do regulador para demonstrar que houve irregularidades no processo de contra-ordenação. Em Dezembro, a procuradora do Ministério Público prescindiu da audição das três pessoas do departamento ... |
Publ.Date : Sun, 05 Feb 2012 01:34:28 GMT
Sala cheia no início do julgamento sobre acidente que matou cinco ... - Jornal de Notícias
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Publ.Date : Wed, 01 Feb 2012 14:18:55 GMT
Novo pedido de liberdade para ex-vice-cônsul de Portugal - Diário de Notícias - Lisboa
Novo pedido de liberdade para ex-vice-cônsul de Portugal Diário de Notícias - Lisboa O advogado do ex-vice-cônsul de Portugal acusado de uma burla no Brasil entrou com um pedido de 'habeas corpus', após a Justiça brasileira rejeitar a primeira solicitação de revogação da prisão decretada contra Adelino Pinto. |
Publ.Date : Wed, 18 Jan 2012 20:57:49 GMT
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Origens da Advocacia
A advocacia remonta desde a antiguidade, sendo exercida durante milénios por mero espírito de solidariedade, sem nenhuma outra compensação que não fosse o grato sentimento de ajudar os fracos e desprotegidos, que eram, frequentemente, vítimas da iniquidade dos julgadores, e desse modo poder servir a justiça. Esta necessidade de defesa dos acusados, por pessoas instruídas e idóneas assegurou-lhes um mínimo de dignidade e igualdade perante as leis e os tribunais.
Desde cedo se verificou que não há verdadeira justiça sem que fosse reconhecido o direito de defesa do acusado. Nos tempos mais remotos, o direito era de origem religiosa e os sacerdotes foram consequentemente os primeiros juízes, onde os templos também serviam como tribunais. Mais tarde, com a laicização do direito, os templos passaram a operar em edifícios civis.
Três principais características do bom advogado sempre foram a oratória, a virtude e o saber. O advogado defensor-orador foi a referência de topo no mundo antigo (Caldeia, Babilónia, Egipto, Judeia, Pérsia e Grécia) tendo conseguido assinaláveis êxitos forenses com absolvições em veredictos que pareciam selados. Oradores famosos, como Péricles e Demóstenes, tornaram-se advogados consagrados, granjeando grande reputação.
Entre os Judeus, a aplicação da lei era conferida aos sábios, que também tinham funções de consulta. Na Grécia, o culto do direito atingiu tal prestígio após as reformas de Dracon, Solon e Licurgo, que os romanos enviaram uma delegação para estudar na fonte as novas leis.
De acordo com as leis de Dracon e Solon só podiam servir como advogados homens livres, sem qualquer mácula à sua reputação. O Tribunal era um local sagrado, que era purificado com um banho lustral antes dos julgamentos, para advertir os juízes e os oradores de que não poderiam lá comparecer se não estivessem em estado de pureza.
Mesmo assim, o advogado Hypérides não respeitou o seu ministério, ao faltar ao dever sagrado. Ao defender uma cortesã e a verificar que esta seria condenada, mandou-a avançar para o meio do tribunal e retirar o véu que lhe cobria os seios. Impressionados pela beleza da mulher e seduzidos pela verve do advogado, os juízes acabaram por absorvê-la.
O incidente originou uma lei para disciplinar a intervenção dos advogados, proibindo-os de atitudes que incitassem à piedade ou indignação, e interditando os juízes de olharem o acusado se este tentasse apelar à sentimentos de comiseração. Antes da audiência, um funcionário lembrava os oradores do seu dever, para que ninguém tentasse ganhar a causa por meios ilegítimos.
A palavra advogado deriva do latim ad-vocatus, o que é chamado em defesa. Assim podemos defini-lo como aquele que é chamado para defender uma causa, e cumprir sempre o seu dever com dignidade e competência, buscando mais a realização da justiça do que os honorários, embora devidos.
O símbolo da Justiça foi, desde a mais remota antiguidade, a balança de dois pratos. O Antigo Testamento apresenta-a como instrumento para pesar as acções dos homens. Na Grécia antiga, o símbolo era representado por Zeus a segurar a balança. Mais tarde no templo de Hesíodo, Zeus foi substituído pela deus Díkê, filha de Zeus e de Thémis, de pé e de olhos abertos, tendo na mão direita uma espada e na esquerda a balança de dois pratos, sem fiel ao meio. Para os Gregos, esta representação significava que o justo (o direito) é o que é visto como igual verificando-se quando os dois pratos estivessem ao mesmo nível.
Os romanos importaram a simbologia grega, substituindo Zeus por Júpiter, a segurar a balança, mas com fiel ao meio e sem espada. Mais tarde, no tempo de república, aparece a deus Iustitia, de pé e com os olhos vendados. Para os romanos haveria justiça quando o fiel estivesse a prumo, perfeitamente recto, isto é, quando fosse realizado o direito.

